Documentário: Nanook of the North

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Nanook, o Esquimó - Rever Produções

Nanook of the North (Robert Flaherty – 1922)

Em 1910, Robert Flaherty, foi contratado como explorador da Baía Hudson, no nordeste do Canadá. Como bom explorador, passou tempos pesquisando e aprendendo sobre o que lhe cercava. Na sua terceira expedição, em 1913, Flaherty resolveu adquirir uma câmera para filmar e documentar suas atividades. Porém, como não sabia manusear uma, teve aulas de cinematografia de três semanas em Rochester, Nova Iorque.

Nos dois anos seguintes, Robert captou inúmeras imagens com sua câmera e poucos equipamentos de luz. Ele escolheu filmar o dia-a-dia de um grupo indígena da região chamados de Inuit. O grupo esquimó estava presente nas regiões árticas dos Estados Unidos, Canadá, Groelândia e Dinamarca. Como suas expedições eram somente no Canadá, foi aquele povoado que ele escolheu.

Em 1916, longe dos Inuit, Robert preparava seu filme, já montado, para ser enviado a Nova Iorque, onde faria sua exibição. Distraidamente deixou um cigarro cair de sua mesa bem em cima do negativo do filme. Sem saber o quão inflamável eram os negativos, viu todo seu trabalho – aproximadamente 9 mil metros de filme – explodir diante de seus olhos. Por sorte, foi para o hospital com leves queimaduras e apenas um pensamento: talvez tenha sido melhor.
Robert Flaherty, durante sua recuperação, concluiu que deveria voltar ao local de suas gravações e captar novas imagens, mas agora com um propósito. Mostrar o dia-a-dia de apenas um esquimó e sua família.

Como a 1ª Guerra Mundial ainda estava acontecendo, Robert não conseguia arrecadar fundos para sua viagem e compra de equipamentos. A ideia de filmar pessoas em um local quase inóspito não parecia mais interessante que investir na vitória de seu país em uma guerra que acontecia no mundo inteiro. Somente após o término da guerra, em 1920, Robert conseguiu o patrocínio de uma empresa de pelúcia.

Quando chegou no local indicado, Flaherty viu que a ajuda dos esquimós seria uma chave fundamental para ele. Em pouco tempo tinha sua equipe técnica montada com os moradores da região. Alguns sabiam mexer nos equipamentos melhor que Robert. Então foi a hora de escolher seu personagem. Após conversas com membros da tribo Itivimuit, ele decidiu que a figura principal do filme seria Nanook, o caçador mais famoso da região.

Como forma de mostrar a realidade, conhecemos algumas regras corrompíveis, como a ideia de mostrar puramente a realidade. É o que não acontece em Nanook. Há cenas que são totalmente simuladas para que dê mais dramatização ao filme. A caçada de Nanook, o descanso da família, tudo foi simulado. A caçada foi posta como eram feitas as caçadas no século anterior e o próprio esquimó deu a ideia de fazê-la assim, para mostrar mais ação.

O descanso da família em seu iglu foi na verdade em meio iglu. Depois da construção do mesmo, tiveram que cortar ao meio para que a câmera pudesse filmar as pessoas lá dentro. E não apelas pelo espaço, mas pela iluminação. Dentro de um iglu não há janelas, por isso, cortá-la ao meio também daria a possibilidade de trabalhar com a luz natural do sol. Foi o que aconteceu. Essas atitudes foram criticadas por alguns cineastas da época, que já informados sobre o documentário, diziam que não havia veracidade.

Mesmo assim, Nanook foi lançado no ano de 1922 em Nova Iorque e tornou-se o primeiro documentário muito bem criticado pelo mundo. Apesar de grandes companhias acharem que o público não se interessaria por esquimós, o filme foi um sucesso no mundo inteiro. E as mesmas empresas que fizeram más críticas no início, voltaram a procurar Robert para ganhar a assinatura do documentário. Uma empresa que fez isso foi a Paramount, oferecendo-lhe a chance de ir para qualquer lugar do planeta para trazer “outro Nanook”.

Sinopse

Documenta um ano da vida do esquimó Nanook e de sua família, que vivem em Hudson Bay, no Canadá. A caça (a animais como o leão marinho), a pesca e as migrações de um grupo que estão totalmente à parte da industrialização da década de 20. O cotidiano de uma família que realiza as atividades do dia-a-dia em volta basicamente de uma única questão: Ter o que comer.

Trailer Oficial

Fontes: “DOCUMENTÁRIO INSTITUCIONAL: O documentário como ferramenta publicitária” – Bruno Urzua, Fernanda Paiva Picon, Vanessa Toledo


2 comentários

Fabiana Alvarenga · 19 de julho de 2019 às 15:13

Gosto muito deste documentário. Apesar de ter sido encenado alguns momentos me passou fortes sentimentos, e sem a fala fica mais puro ainda. Muito bom!

    Rever Produções · 19 de julho de 2019 às 15:14

    Obrigado pelo comentário, Fabi. Nós gostamos bastante também!

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